domingo, 23 de abril de 2017

Um breve resumo das setenta (70) semanas de Daniel:


“ - Setenta semanas estão determinadas...” (Daniel 9:24)

O original hebraico usa duas palavras para o termo traduzido por semana”: shabua e yamin. A palavra “shabua” significa um “sete”, portanto a melhor leitura seria setenta setes, deixando a palavra semanas, que na língua portuguesa significa uma semana de dias. Quando se trata de semanas de dias, como em Daniel 10:2-3, o hebraico tem outra palavra, “yamin”. Sendo assim, o versículo 24 do capítulo nove (9) de Daniel afirma: Setenta setes estão determinados. O significado desses “setes” deve ser determinado pelo contexto e por outras passagens das Escrituras. Para os Hebreus este período de sete lhes era familiar, pois as Escrituras dizem que havia  um “sete de anos” tanto quanto um “sete de dias”. Seis anos o israelita estava livre para plantar e colher, mas o sétimo ano seria um solene sábado de repouso para a terra(Levítico 23:3-4). O Jubileu é outro exemplo desta contagem de semanas de anos: “ – Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos”(Levítico 25:8). A conclusão a que chegamos é que essas “semanas” de que fala o profeta é de anos e não de dias.
Precisamos ainda detalhar mais esta “semana” de anos para saber quantos dias tem o ano profético de acordo com as Escrituras proféticas. A Bíblia é expressa em declarar que o ano profético é de 360 dias, ou doze meses de 30 dias. No livro de Gênesis temos a narrativa do dilúvio, que começou no décimo sétimo dia do mês segundo (7:11) e terminou no décimo sétimo dia do mês sétimo (8:4). Temos a duração de cinco meses, e ainda são dados em dias – cento e cinquenta dias(7:24; 8:3), ou seja, o mês era de 30 dias. Comparando Apocalipse 12:6 com 23:5 verifica-se que o ano bíblico ou profético é de 360 dias equivale a 42 meses e 30 dias.
De acordo com o que vimos até o momento, chegamos à seguinte conclusão:
7 semanas de anos = 49 anos
62 semanas de anos = 434 anos
1 semana de anos = 7 anos
Somando tudo teremos:
7 semanas + 62 semanas =  69 semanas
69 semanas x 7 anos = 483 anos
483 anos x 360 dias = 173.880 dias
Assim, como disse o profeta, “ desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém , até ao Messias”, ou seja, desde o ano de 445 até a morte do Messias, passariam 173.880 dias.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DOIS JOVENS BATISTAS INCENDIADOS PELA CHAMA DO ESPIRITO INICIAM O MOVIMENTO PENTECOSTAL NO BRASIL

 O Movimento Pentecostal chegou ao Brasil por intermédio dos missionários suecos Gunnar Vingrer Daniel Berg que aportaram na cidade de Belém, capital do estado do Pará, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos.
A princípio, frequentaram a igreja Batista, denominação que ambos pertenciam nos Estados Unidos. Os missionários traziam os ensinamentos e as doutrinas do batismo Espirito Santo, com a glossolalia - O falar em línguas espirituais (Línguas estranhas) como a evidência de manifestações que já vinham ocorrendo em reuniões nos Estados Unidos e também de forma isolada em outros países, principalmente naquelas que eram conduzidas por Charles Fox Parham, mas teve o seu apogeu através de um dos seus principais discípulos, um pastor Leigo negro, chamado William Joseph Seymour, na rua Azusa, em Los Angeles, em 1906.
A nova doutrina trouxe divergências, enquanto um grupo aderiu, outro rejeitou, assim, em duas assembléias distintas, conforme relatam as atas das sessões, os adeptos do pentecostalismo foram desligados, e, em 18 de Junho de 1911, juntamente com os missionários estrangeiros, fundaram uma nova igreja, e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica, que já era empregado pelo ministério de Los Angeles, mas sem qualquer vínculo administrativo com William Joseph Seymour. A partir de então, passaram a reunir-se na casa de Celina Albuquerque. Mais tarde em 18 de Janeiro de 1918, a nova igreja, por sugestão de Gunnar Vingrer, passou a chamar-se Assembléia de Deus, em virtude das Assembléias de Deus nos Estados Unidos, em 1914, em Hot SpringsArkansas, mas, sem qualquer ligação institucional entre ambas as igrejas.
A Assembléia de Deus no Brasil, expandiu-se pelo estado do Pará, alcançando o Amazonase propagou-se para o Nordeste, principalmente sobre as camadas mais pobres da população. Chegou ao Sudeste pelos idos de 1922, através de famílias de retirantes do Pará, que se portavam como instrumentos voluntários afim de propagar a nova denominação onde quer que chegassem.
Nesse mesmo ano de 1922, a igreja teve início na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de São Cristovão, e ganhou impulso com a transferência de Gunnar Vingrer, de Belém em 1924, para a então Capital da República. Um fato que marcou a igreja naquele período, foi a conversão através de um folheto evangelístico de Paulo Leivas Macalão, filho de um General e precursor do Ministério de Madureira.
A influência sueca, teve forte peso na formação assembleiana no brasileira, em razão da nacionalidade de seus fundadores, e porque à igreja pentecostal escandinava, principalmente a Igreja Filadélfia de Estocolmo, que, além de ter assumido nos anos seguintes, o sustento de Gunnar Vingrer e Daniel Berg, enviou outros missionários para dar suporte aos novos membros em seu papel de fazer crescer a nova igreja. Desde 1930, quando se realizou um concílio da igreja na cidade de Natal, a Assembléia de Deus passou ater autonomia interna, sendo administrada exclusivamente pelos pastores residentes no Brasil, sem, contudo perder os vínculos fraternais com a igreja na Suécia. A partir de 1936, a igreja passou a ter maior colaboração das Assembléias de Deus nos Estados Unidos através dos missionários enviados ao país, os quais se envolveram de forma mais direta com a estruturação teológica da denominação.
As Assembléias de Deus brasileiras, estão organizadas de forma episcopal não-territorial, onde cada ministério é constituído pela igreja sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de pregações (Sub-congregações). O sistema de administração, é um misto entre o sistema episcopal e o sistema congregacional, onde os assuntos são previamente tratados pelo ministério (Convenção local), com forte influência da liderança pastoral, e depois são levados às assembléias para serem referendados apenas. Os pastores das Assembléias de Deus devem estar ligados à convenções estaduais, e estas se vinculam a uma convenção de âmbito nacional.
As Assembléias de Deus, iniciaram cedo o seu trabalho missionário, em 1913, enviou um evangelista a Portugal. Desde a década de 1990, os diversos ministérios expandiram em áreas cada vez mais distantes de suas igrejas mães, plantando igrejas em comunidades imigrantes brasileiras nos Estados UnidosEuropaJapãoAmérica Latina ou em novas iniciativas missionárias na África Ásia.
Desde a década de 1980, por razões administrativas, as Assembléias de Deus brasileira, tem passado por algumas cisões que deram origem a diversas convenções e ministérios, com administração autônoma, em várias regiões do país. O mais expressivo dos ministérios é o ministério de Madureira, cuja igreja já existia desde os idos de 1930, fundada pelo pastor Paulo Leivas Macalão, e que em 1958, serviu de base para a estruturação nacional do ministério por ele presidido, até a sua morte o final de 1982.
Particularmente na América do Sul, hoje existem muitas Assembléias de Deus autônomas e independentes, no Brasil, segundo o censo de 2010, de todos os grupos, haviam mais de 12,3 milhões de aderentes.
As maiores convenções são: Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) possui sede no estado do Rio de Janeiro, esta se considera o tronco da denominação por ser a entidade que desde o princípio deu corpo organizacional à igreja. A CGADB hoje conta com centenas de pastores e missionários espalhados pelo mundo. É afiliada à Associação Mundial das Assembléias de Deus. E a Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil (CONAMAD) - Ministério de Madureira - Possui sede no estado do Rio de Janeiro, fruto do Ministério do pastor Paulo Leivas Macalão. Que se desligou da CGADB na década de 1980.





segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

“A Importância de fazer o Serviço de Campo”

Texto: Mateus 28:19
“ – Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos”...ensinou o Senhor Jesus aos seus discípulos. Mateus 28:19



Jesus nos dá o privilégio de instruir e discipular pessoas em todos os lugares. Ele nos manda pregar o Evangelho para todas as pessoas.
“ – E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15
Temos a oportunidade de pregar e ensinar o maior número de pessoas possíveis!
Como Testemunhas de Cristo não podemos fugir de nossas responsabilidades e negligenciarmos a obra do Senhor!
“ – Há de ser sua testemunha para com todos os homens, do que tens visto e ouvido.” Atos 22:15


 

Isso não é só uma ordem mas, uma questão de verdadeiro amor!
“ – Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 22:39


 

“Por quê é necessário fazer apelo no final da mensagem ensinada?”

Texto: Romanos 10:17
Porque ao ouvir a mensagem ensinada, uma fé viva começa a ser ativada no coração da pessoa ...
“ – De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.” Romanos 10:17



... penetra o seu interior e trabalha no seu coração ...
“ – Pois a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4:12

... e o Espírito Santo opera realizando o processo de conversão; ...
“ – Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, , da justiça e do juízo.” João 16:8
... vem então o arrependimento e a pessoa se entrega a Cristo.
“ – Muitos, porém, dos que ouviram a Palavra, creram, e chegou o número desses a quase cinco mil.” Atos 4:4
“ – A multidão dos que criam no Senhor, tanto de homens como mulheres, , crescia cada vez mais.” Atos 5:14
“ ... e todos os dias acrescentava o Senhor à Igreja aqueles que iam sendo salvos.” Atos 2:47b


Como a pessoa procede quando se faz o apelo?
O líder deve fazer o apelo e instruir a pessoa a fazer a confissão de fé. A Bíblia mostra como é importante e fundamental esta confissão:
“ – Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração credes que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” Romanos 10:9,10


domingo, 21 de agosto de 2016

“A Igreja, o Ecumenismo e a Bíblia – Um Perigo Eminente”


Texto: 1 Coríntios 10:21

#Deus não nos chamou para a idolatria e nem a fazer parte de nenhum movimento ecumênico! Isso desagrada a Deus!
1 Coríntios 10:14–21
#Nenhuma religião ou filosofia é compatível ao cristianismo bíblico.
Amós 3:3
#Todo mundanismo e religiosidade é condenado por Deus. Deus não compartilha com o mal.
1 Coríntios 5:9–11; 8:5,6
#Somos  exortados a pregar o verdadeiro evangelho pois o surgimento de um evangelho ecumênico desviará a atenção e a fé de muitos que não aceitaram mais as verdades de Deus.
2 Timóteo 4:1–5
#Aqueles que seguem o verdadeiro evangelho é como um perfume agradável para Deus, porém, há muitos falsificadores que tenham trazer um evangelho misturado, ecumênico, falsificado! Este soa como um mal cheiro para Deus.
2 Coríntios 2:15–17
#A falsa religião usará do ecumenismo através do falso profeta para fortalecer o governo do anticristo na grande tribulação e nos três primeiros anos e meio derramará o sangue dos fiéis desse período pós–arrebatamento por não aceitarem as abominações ensinadas e forçadas pelo sistema ecumênico.
Apocalipse 17:1– 6
#Cristo nos libertou e hoje temos a liberdade de aprender e obedecer o verdadeiro evangelho. A graça e não a lei nos justifica. Não estamos presos a tradições vazias e humanas, que não tem valor para Deus, nem falsas doutrinas ecumênicas que como o fermento leveda toda a massa.
Gálatas 5:1–9


Veja o vídeo: Papa Francisco manda recado para igrejas protestantes


quinta-feira, 14 de julho de 2016

João Ferreira de Almeida Nunca foi Padre como alguns desinformados afirmam


A BÍBLIA SAGRADA, em Português, é resultado de mais de 350 anos de esforços dedicados, desde quando João Ferreira de Almeida começou o seu trabalho de tradução. Jovem inteligente, Almeida nasceu em Torre de Tavares, Portugal, no ano de 1628.
Aos catorze anos ele já estava na cidade de Batávia (hoje Jacarta, capital da Indonésia). Um dia recebeu um folheto escrito na língua espanhola que o levou ao encontro pessoal com Deus, como "Nicodemos - Saulo de Tarso".
Logo começou a pregar nas Igrejas Reformadas Holandesas (a maior parte do povo, a quem ele ministrava, falava português, pois só fazia um ano que Portugal havia perdido o controle da região).
No ano de 1644, com a idade de 16 anos, Almeida iniciou a sua primeira tradução do Novo Testamento, usando versões em latim, espanhol, francês e italiano. Não contente com essa tradução, anos mais tarde, ele fez uma segunda, desta vez baseada no texto grego, o Textus Receptus (o mesmo usado pelos reformadores).
Num folheto chamado Cartas para a Igreja Reformada, em 1679, ele escreveu o seguinte, na conclusão daquela obra, que só foi publicada em Amsterdã, no ano de 1681:
"O Novo Testamento, isto é, todos os sacrossantos livros e escritos evangélicos e apostólicos do Novo Concerto do nosso fiel Senhor, Salvador e Redentor Jesus Cristo, agora traduzidos em português por João Ferreira d'Almeida, pregador do santo Evangelho".
Almeida chegou a traduzir o Velho Testamento, de Gênesis até Ezequiel 48:31, usando o texto Massorético (hebraico). Não pôde terminar os últimos versículos do livro de Ezequiel, porque o Senhor Deus o levou à Sua presença em 1691, com 63 anos de idade.
O volume I do Velho Testamento, contendo os livros de Gênesis a Ester, foi impresso no ano de 1748. O holandês Jacobus op den Akker completou a obra da tradução do Velho Testamento e, em 1753, o volume II foi publicado.
A primeira revisão da Bíblia em português, feita pela Trinitarian Bible Society (TBS - Sociedade Bíblica Trinitariana), foi iniciada no dia 16 de maio de 1837. O Rev. Thomas Boys, do Trinity College, Cambridge, foi encarregado de liderar o projeto. A revisão do Novo Testamento foi completada em 1839. A revisão completa do Velho Testamento só terminou em 1844. O último volume foi impresso em Londres, no ano de 1847. Aquela primeira edição, chamada Revista e Reformada, sofreu revisões ortográficas posteriores, feitas tanto pelo Rev. Boys como por outros, tornando-se, inclusive, uma parte da edição chamada Correcta.
Segundo os dados históricos, a edição Revista e Reformada também fez parte do leque das várias revisões que foram usadas para chegar à versão conhecida como a Corrigida. Restou do frontispício da primeira impressão da tradução de Almeida pela TBS uma expressão, "Segundo o original", ou, em outras palavras, "Fiel aos textos originais".

Comenius: por uma educação de qualidade e sem ideologias políticas


Frase de Comenius: "Deve-se começar a formação muito cedo, pois não se deve passar a vida a aprender , mas a fazer"Johann Amos Comenius (1592 - 1670) foi educador e bispo protestante checo.
Já naquela época, Comenius pensava em educar crianças menores de seis anos e de diferentes condições sociais.
Foi um dos primeiros a pensar na educação das crianças e a reconhecer o valor da educação para elas.
A primeira educação da criança era introduzida pelo "colo da mãe" sendo desenvolvido dentro dos lares, defendendo então a importância da tarefa dos pais quanto a educação de seus filhos.
Comenius defendia que o cultivo dos sentidos e da imaginação precedia o desenvolvimento racional.
Para o desenvolvimento da criança eram necessários materiais diversos que seriam internalizados, tornando assim a experiência mais concreta e a possibilidade do brincar e do aprender pelos sentidos.

Foi em 1657 que Comênius usou a imagem de "jardim-de-infância" onde as "arvorezinhas plantadas" seriam regadas sendo assim comparada com o lugar da educação das crianças pequenas, revelando a sua mais conhecida obra, a Didactica Magna (1633), onde faz analogia entre a educação de crianças e o cultivo de plantas.
Comenius organizou a didática em quatro períodos: a infância, a puerícia, a adolescência e a juventude.Comenius foi um importante pensador que introduziu questionamentos acerca da educação de crianças menores de seis anos e o que elas deveriam aprender.

Comenius foi o criador da Didática Moderna e um dos maiores educadores do século XVII; já no século 17, ele concebeu uma teoria humanista e espiritualista da formação do homem que resultou em propostas pedagógicas hoje consagradas ou tidas como muito avançadas.

Entre essas idéias estavam : o respeito ao estágio de desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, a construção do conhecimento através da experiência, da observação e da ação e uma educação sem punição mas com diálogo, exemplo e ambiente adequado. 
Comenius pregava ainda a necessidade da interdisciplinaridade, da afetividade do educador e de um ambiente escolar arejado, bonito, com espaço livre e ecológico.
Estão ainda entre as ações propostas pelo educador checo: coerência de propósitos educacionais entre família e escola, desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito científico e a formação do homem religioso, social, político, racional, afetivo e moral.

Jan Amos Komenský, nome original de Comenius, nasceu em 28 de março de 1592, na cidade de Uherský Brod (ou Nivnitz), na Moravia, região da Europa central pertencente ao antigo Reino da Boêmia (atual República Tcheca). 

Com a morte dos pais, vence muitas adversidades e estudou Teologia na Faculdade Calvinista de Herbon (Nassau) onde foi aluno de Alsted e se familiarizou com a obra de Ratke sobre o ensino das Línguas.
Começou nessa época a elaboração de um Glossário Latino-Checo no qual trabalhou cerca de 40 anos e que perdeu quando Leszno, cidade em que então vivia (1656) foi invadida por um exército católico e incendiada.

Com 26 anos de idade, regressa à Morávia. Foi professor na sua antiga escola e tornou-se pastor religioso em Fulnek. Assume então o encargo de dirigir as escolas do Norte da Morávia. Mas a insurreição da Boemia, que praticamente dá início à guerra dos 30 anos, vai marcar em definitivo a sua vida. 

A guerra político-religiosa e que foi também uma guerra civil com brutal perseguição aos não católicos, obrigou Comenius a deixar a sua igreja e a entrar em clandestinidade. As perseguições religiosas acentuam-se e Comenius trabalha para ajudar os seus irmãos na fé.

Expulso da Boemia em 1628, refugiou-se em Leszno, na Polonia. A partir daí, e durante 42 anos, percorre a Europa (não católica) trabalhando sem descanso pelo seu país e pelos projetos científicos e educacionais que o movem.
Alimenta e divulga o seu sonho reformista de, por meio da Pansophia, promover a harmonia entre os indivíduos e as nações.

Desenvolve então suas principais idéias sobre educação e aprofunda um dos grandes problemas epistemológicos do seu tempo – que era o do método.
Escreveu a Janua Linguarum Reserata e a Didactica Magna (1633-38), sempre buscando seus objetivos fundamentais "de uma reforma radical do conhecimento humano e da educação" – unidos e sistematizados numa ciência universal. 

Alguns amigos tentaram fazê-lo sair de Leszno e fizeram chegar o seu trabalho ao conhecimento de Luis de Geer, filantropo sueco de origem alemã.
Foram esses mesmos amigos que publicaram uma obra sua, com o título Prodomus Pansophiae, livro esse que mereceu a atenção do próprio Descartes. Em 1641, vai para Londres com a missão de estabelecer algum entendimento entre o Rei e o Parlamento, e fundar um círculo de colaboração pansófica. Aí permaneceu durante um ano. 

Em 1642 recebe um convite de Luís de Geer e do governo de Estocolmo para promover a reforma do sistema escolar da Suécia, onde permaneceu por seis anos, porém, sua missão na Suécia não teve o êxito esperado, pois suas idéias, particularmente as religiosas, não foram bem aceites pelos luteranos suecos. 
Em 1648 estabelece-se em Elbing, na Prússia oriental, (então território sueco) e escreve o Novissima Linguarum Methodus, publicado em Leszno.

Começou nova obra com vistas à reforma universal da sociedade, trabalho este que o autor não chegou a concluir e que era o De rerum humanorum emendatione Consultatio catholica ; sendo que segundo muitos autores esta obra inacabada é a que mostra de modo mais claro a grande consistência entre o seu pensamento filosófico, educacional e social.

Todos os pesquisadores são unânimes em apontar a Didacta Magna ou A Grande Didacta, como sendo sua obra-prima e sua maior contribuição para o pensamento educacional. 
Comenius escreveu ainda O Labirinto do Mundo (1623), 
Didactica checa (1627), 
Guia da Escola Materna (1630), 
Porta Aberta das Línguas (1631),
Didacta Magna (versão latina da Didactica checa) (1631), 
Novíssimo Método das Línguas (1647), 
O Mundo Ilustrado (1651), 
Opera didactica omnia ab anno 1627 ad 1657 (1657), 
Consulta Universal Sobre o Melhoramento dos Négocios Humanos (1657), 
O Anjo da Paz (1667) e A Única Coisa Necessária (1668) entre outros.


Continuou a ter uma vida bastante atribulada e movimentada, produzindo cerca de 200 títulos, vindo a morrer no dia 15 de novembro de 1670, em Amesterdam.